Neste período, perguntei a mim mesmo várias vezes: O que é mais difícil no mercado? Não é prever alta ou baixa, nem escolher moedas ou momentos, mas sim — diante da ilusão de enriquecimento rápido, continuar caminhando devagar.
Também fui atraído por altos rendimentos. Nos momentos de bom desempenho, os números da conta me deixavam eufórico, como se fossem álcool; quando houve perdas, sempre quis recuperar com posições maiores e estratégias mais agressivas. Isso não é um problema técnico, mas sim um problema de coração.
Apenas após várias análises retrospectivas é que entendi: O que realmente faz as pessoas saírem do mercado não é o próprio mercado, mas a ganância descontrolada.
Por isso escolhi diminuir o ritmo. Deixei de perseguir curvas de alto rendimento instáveis, de assumir riscos desnecessários apenas para obter retornos 'bonitos'. Comecei a aceitar: estabilidade não significa mediocridade, e autocontrole não significa recuar.
Hoje, valorizo mais:
Cada operação ter lógica
Cada entrada ter um plano de saída
Cada lucro ser um resultado replicável
O lucro pode ser lento, mas precisa ser sustentável. As perdas podem acontecer, mas devem estar dentro do esperado.
O mercado nunca falta oportunidades; o que falta são pessoas que sobrevivam até a próxima oportunidade. Prefiro colocar a 'estabilidade' em primeiro lugar, ver o 'longo prazo' como meta e considerar 'sobreviver' como limite mínimo.
Isso não é desistir da ambição, mas finalmente aprender a dar limites à ambição.
O caminho ainda é longo, a conta é feita aos poucos. Aqueles que conseguem caminhar juntos por muito tempo merecem ser levados a sério.