A Arábia Saudita acabou de surpreender os mercados globais: o Reino estima sua riqueza mineral não explorada em cerca de $2.5 trilhões, posicionando a mineração como o próximo grande motor de sua economia após o petróleo. Este não é um projeto secundário, é uma mudança estratégica.

As reservas abrangem ouro, cobre, fosfato, bauxita, elementos de terras raras, lítio e níquel - materiais críticos para veículos elétricos, energias renováveis, defesa e infraestrutura de IA.

Em um mundo em busca de cadeias de suprimento seguras, a Arábia Saudita está sinalizando que quer ser uma potência global em minerais.

Este movimento se encaixa perfeitamente na Visão 2030, o plano do Reino para diversificar além do petróleo bruto. Riyadh está implementando licenças mais rápidas, incentivos à propriedade estrangeira, financiamento respaldado pelo estado e investimentos massivos em infraestrutura para atrair mineradoras e capital globais.

O objetivo: transformar ativos enterrados em receita de exportação, empregos e alavancagem geopolítica.

Por que isso importa agora: os metais de transição de energia estão se tornando o novo petróleo. Quem os controla controla o poder de precificação, o fluxo de manufatura e a influência estratégica. A Arábia Saudita não está atrasada, está chegando com escala, capital e vontade política.

Em resumo: esta não é apenas uma história de mineração. É um deslocamento de equilíbrio de poder nas commodities. O petróleo construiu o passado do Reino. Os minerais podem definir seu futuro e remodelar as cadeias de suprimento globais no processo.

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