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Então, o que há com a nossa morsa?
Em um contexto moderno, uma população “armazenada” de morsas em uma reserva protegida não é “servida” de maneira imediata. Ela é preservada para métricas de biodiversidade, para o direito das futuras gerações de vê-las, para o equilíbrio do ecossistema serviços abstratos, adiados, muitas vezes contestados. A linha direta e visceral se foi.
A jornada da morsa-como-comida para o dado-como-ativo é a jornada da abstração humana. Construímos camadas de mediação tecnológica, econômica e digital entre o ato de guardar e o ato de retirar. Ao fazer isso, transformamos o “armazenamento” do anticâmara de serviço em um estado de animação suspensa, onde o serviço final é desconhecido, para os outros, ou talvez nunca venha a acontecer. A palavra “armazenado” não carrega mais a promessa calorosa de uma refeição futura; carrega o peso frio e ambíguo do puro, muitas vezes alienado, potencial. Ganhamos vastas eficiências e escalas à custa daquela certeza imediata e tangível a certeza de que o que guardamos, será, em breve e com certeza, útil.

