O sistema SWIFT é, em essência, o "WhatsApp" dos bancos. Não é que movimenta o dinheiro fisicamente, mas sim que envia mensagens seguras e padronizadas para que os bancos saibam o que fazer com os fundos.

Aqui eu te explico do que se trata e como se conecta com a realidade bancária da Venezuela. 👇🏼

O que é o SWIFT? 🤔

SWIFT são as siglas de Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication. É uma rede global que conecta mais de 11,000 instituições financeiras em mais de 200 países.

🏦💸☝🏼Sua função: Fornecer um código de identificação único (o código BIC/SWIFT) para cada banco.

⚠️ O que NÃO é: Não é uma conta bancária, nem retém dinheiro, nem é um sistema de liquidação. É apenas o mensageiro que diz: "Ei, o Banco A envia $1,000 ao Banco B para o cliente X."

O SWIFT e o Banco Venezuelano

A relação entre SWIFT e os bancos venezuelanos é complexa devido ao panorama político e econômico dos últimos anos. Aqui estão os pontos-chave:

1. As Sanções Internacionais

Desde 2019, devido às sanções impostas pelos EUA, o Banco Central da Venezuela (BCV) e bancos estatais como o Banco da Venezuela ou o Bicentenario tiveram restrições severas para operar nesta rede. Isso desconectou grande parte da banca pública do sistema financeiro global. Basicamente, não estamos conectados à rede bancária internacional. 🌐

2. O Isolamento da Banca Correspondente

Para que um banco venezuelano use SWIFT, precisa de um banco correspondente (um intermediário no exterior, geralmente nos EUA ou Europa). Por medo de sanções indiretas (over-compliance), muitos bancos internacionais cortaram laços com a Venezuela.

Resumo: Fazer uma transferência internacional da Venezuela tornou-se extremamente difícil, lenta e cara devido às comissões interbancárias.

3. A Resistência do Banco Privado

Vários bancos privados venezuelanos ainda mantêm acesso ao SWIFT, mas operam sob um escrutínio extremo. Isso explica por que, se você tentar receber uma transferência do exterior, o banco pede muitos documentos para justificar a origem dos fundos.

4. Alternativas Locais e Internacionais

Diante das limitações do SWIFT, a Venezuela buscou caminhos alternativos:

  • Uso de outros sistemas: Foi explorada a conexão com o sistema SPFS (Rússia) ou o CIPS (China).

  • Criptoativos: O uso de stablecoins (como USDT) se popularizou como uma forma de "driblar" a burocracia do SWIFT para pagamentos internacionais #BinanceWallet

Resumo da situação bancária atual da Venezuela apesar do novo panorama político.🗞️

🏧 Banco Público

Maiormente desconectado ou restrito por sanções.

💱 Banco Privado

Operativa, mas com poucos bancos correspondentes disponíveis.

🏷️ Custos

Muito altos devido às comissões dos bancos intermediários.

⌛Tempo

Uma transferência que antes tardava 24h pode demorar dias ou semanas.

📝Nota

Embora o SWIFT continue sendo o padrão, na Venezuela o sistema (praticamente inexistente) se sente "pesado" devido aos bloqueios financeiros, o que tem empurrado empresas e cidadãos a usar transferências tipo Zelle ou contas em custódia de divisas dentro do país que não passam pela rede internacional.

Isso afeta também bônus, valores e ações de diferentes empresas e entidades governamentais com contas de depósito nos EUA, atualmente congelados.