📅 22 de janeiro | DeFi

Por anos, milhões de dólares desapareceram silenciosamente de protocolos DeFi. Não por causa de hacks, não por causa de bugs, mas por causa de uma mecânica invisível conhecida como MEV. Bots mais rápidos que qualquer humano transformaram liquidações em uma mina de ouro privada.

📖A empresa de infraestrutura blockchain Chainlink anunciou nesta quinta-feira a aquisição da Atlas IP, uma solução de ordenação de transações desenvolvida pela equipe de pesquisa Fastlane. Embora os termos financeiros não tenham sido divulgados, a Chainlink confirmou que trouxe a bordo a equipe chave por trás da Atlas e que, a partir de agora, a tecnologia funcionará exclusivamente dentro de seu ecossistema, deixando para trás sua implementação com a RedStone, um provedor de oráculos rival.

A integração do Atlas será feita diretamente no Chainlink SVR, a iniciativa que busca permitir que aplicativos DeFi recuperem valor que normalmente é perdido em eventos de liquidação após atualizações de preços de oráculos. Esse fenômeno, conhecido nesses casos como Valor Extraível de Oráculo, ocorre quando bots automatizados detectam que um empréstimo se tornou subcolateralizado logo após uma atualização de preço e executam negociações em milissegundos para capturar lucros virtualmente garantidos.

Em protocolos de empréstimo descentralizados, qualquer participante pode liquidar uma posição em risco. O problema é que aqueles que chegam primeiro geralmente não são usuários, mas bots que pagam mais pela prioridade na rede, aproveitam o desconto de colateral e vendem pelo preço de mercado. Essa margem, que historicamente ia para atores fora do protocolo, agora pode ser redirecionada.

Atlas e Chainlink SVR mudam essa dinâmica ao criar um sistema de leilão privado e justo para esses eventos de liquidação. Em vez de o bot mais rápido vencer, os bots competem pagando ao protocolo pelo direito de executar a negociação imediatamente após a atualização do oracle. Dessa forma, tanto o bot quanto o protocolo capturam valor, e o dinheiro para de vazar do ecossistema.

Os números já mostram o impacto. Chainlink SVR processou mais de $460 milhões em liquidações e recuperou cerca de $10 milhões no que chama de “MEV não tóxico” para protocolos líderes como Aave e Compound. Com a adição do Atlas, a Chainlink espera acelerar a expansão dessa tecnologia para múltiplas redes e novos ecossistemas.

Opinião do Tópico:

Esta é uma das aquisições mais estratégicas que a Chainlink fez em anos. Não porque adiciona um novo recurso visível, mas porque ataca um dos maiores e menos compreendidos vazamentos de valor do DeFi.

💬 Todos os protocolos DeFi devem implementar sistemas contra MEV tóxico?

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