📅 21 de janeiro |
Enquanto líderes políticos e financeiros se reuniam em Davos, Donald Trump deixou claro que deseja fechar o capítulo mais ambicioso da regulamentação de criptomoedas nos Estados Unidos o mais rápido possível. Mas por trás do otimismo presidencial há uma divisão cada vez maior. Bancos, bolsas, legisladores e a própria Casa Branca estão em conflito sobre um ponto que parece técnico, mas que na verdade define o futuro do dinheiro digital: quem pode pagar rendimento sobre stablecoins e sob quais regras.
📖Durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, Trump reiterou que os Estados Unidos são agora a “capital cripto do mundo” e afirmou que espera assinar a Lei de Estrutura do Mercado de Cripto “muito em breve.” O comentário vem após uma semana caótica em Washington, marcada pela retirada de apoio à Coinbase, o adiamento de audiências-chave no Senado e negociações de última hora que revelam profundas divisões internas.
O foco principal do conflito é o tratamento de recompensas ou rendimentos sobre stablecoins. Embora a Lei GENIUS, aprovada há meses, proíba os emissores de pagar juros diretamente aos detentores, deixa a porta aberta para plataformas intermediárias—como as exchanges—oferecerem incentivos. Para os bancos, esse vácuo regulatório representa uma ameaça existencial: eles alertam que bilhões em depósitos poderiam migrar do sistema bancário tradicional, afetando particularmente os bancos comunitários.
Do lado do cripto, a narrativa é o oposto. Empresas do setor estão acusando os bancos de tentarem sufocar a concorrência após perderem seu controle exclusivo sobre pagamentos digitais. Eles argumentam que o debate já ocorreu durante a aprovação do GENIUS e que reabri-lo agora coloca todo o pacote legislativo em risco.
As tensões chegaram a tal ponto que Patrick Witt, diretor do Conselho Presidencial de Consultores sobre Ativos Digitais, alertou que a lei deve ser aprovada antes que perca o impulso político, mesmo reconhecendo que não será perfeita. Suas declarações refletem a crescente ansiedade dentro da Casa Branca sobre a possibilidade de o projeto ser descarrilado.
Da indústria, Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, pediu para avançar sem mais demora, argumentando que uma estrutura clara é preferível à paralisia regulatória. Enquanto isso, o czar de IA e cripto da Casa Branca, David Sacks, reconheceu publicamente que a questão dos rendimentos é o ponto mais sensível, mas insistiu na necessidade de um compromisso para levar o projeto de lei à mesa do presidente.
Tópico Opinião:
Esta lei não se trata mais apenas de regular o mercado cripto, mas de decidir quem controla o dinheiro programável do futuro. Se o Congresso ceder demais à pressão dos bancos, corre o risco de sufocar a inovação que diz querer fomentar. Se, por outro lado, deixar muitos buracos, poderá desencadear uma interrupção que o sistema tradicional não está preparado para absorver. O equilíbrio é frágil, e o relógio político está correndo mais rápido do que nunca.
💬 Os rendimentos sobre stablecoins devem ser permitidos mesmo que concorram com os bancos?
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