No coração do século XVII, nos Países Baixos em plena era de ouro, uma simples planta exótica, ou seja, a flor do tulipano, tornou-se símbolo de uma exuberância especulativa sem precedentes.
Aparecendo na Europa apenas algumas décadas antes, graças a colonos e botânicos, a planta rapidamente se transformou de curiosidade floral em bem de luxo, procurada pela aristocracia e pelos mercadores flamengos.
À medida que a demanda crescia, os bulbos mais raros, em particular aqueles “quebrados” (com veios especiais causados por um vírus), tornaram-se objetos de luxo e símbolo de status. A partir de cerca de 1634, os preços começaram a subir de forma dramática, com contratos e promessas de compra firmados para bulbos a serem entregues meses depois.
No auge da mania, conta-se que um único bulbo poderia valer quantias equivalentes a dezenas de vezes o salário anual de um artesão qualificado.
Mas como todas as bolhas, também a dos tulipanes não poderia durar. Em fevereiro de 1637, a confiança vacilou, os compradores desapareceram, os contratos não foram cumpridos e o mercado colapsou. Tudo isso em poucas semanas, como é comum nas bolhas: quanto maiores, mais rapidamente estouram e fazem barulho.
Apesar do mito popular retratar essa história como um drama econômico profundo, muitas pesquisas modernas sublinham que o impacto na economia holandesa foi mais limitado do que tradicionalmente narrado. De qualquer forma, continua a ser um evento de grande relevância, especialmente pelas modalidades que ainda hoje podemos encontrar nas bolhas contemporâneas. #TulipBubble