Não houve compras. A soberania foi formalmente mantida. Mas, de fato, os EUA conseguiram o que buscavam — controle.

O que aconteceu:

— Após uma semana de ultimatos e pressão tarifária, Donald Trump anunciou a conclusão de um acordo com a OTAN e a Dinamarca.

— Os EUA garantiram para si "acesso militar completo e permanente" à Groenlândia sem restrições temporais.

— As ameaças de tarifas contra a UE foram retiradas, o tema da apreensão de poder está formalmente encerrado — mas apenas depois que as condições de Washington foram aceitas.

Ponto chave:

Trump não comprou a ilha legalmente, mas a tomou funcionalmente.

Este é um esquema clássico de pressão: primeiro tarifas e retórica militar, depois um 'compromisso', onde um lado ganha.

Por que a Groenlândia é crítica:

— Metais raros. O controle sobre os recursos é um golpe na dominância da China nas cadeias de suprimentos para chips, eletrônicos e defesa.

— Ártico e logística. O aquecimento abre novas rotas. O controle sobre a Groenlândia é o controle sobre o hemisfério norte.

— Infraestrutura militar. A expansão da presença dos EUA fecha a região para concorrentes e aumenta a pressão sobre a Rússia e a China.

Principal conclusão:

O direito internacional não é mais um limitador. A lei da força — ou a ameaça de força — está em vigor.

Em tal realidade, os ativos dependentes de jurisdições, contratos e vontade política tornam-se vulneráveis.

É por isso que, em um mundo onde os territórios podem ser 'reescritos' sem anexação formal, o Bitcoin permanece o único ativo que não pode ser tomado por decisão de aliados, ultimato ou acordo militar.

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