O presidente dos EUA afirmou que, durante a operação para prender Nicolás Maduro, as forças armadas americanas usaram uma nova arma secreta. Assim, Donald Trump comentou sobre relatos de que os Estados Unidos adquiriram um dispositivo que, supostamente, pode causar o chamado "sindrom de Havana". Ele falou sobre isso em uma entrevista ao tabloide New York Post, publicada no sábado, 24 de janeiro.
Segundo Trump, trata-se de um desenvolvimento chamado 'Desorientador' (The Discombobulator). Esta arma, segundo o presidente, desempenhou um papel crucial na captura do líder venezuelano. Ele também afirmou que o dispositivo conseguiu incapacitar equipamentos militares da Venezuela de fabricação chinesa e russa.
Trump abordou o tema da nova arma ao comentar uma publicação do canal CNN. Fontes do canal afirmaram que cerca de um ano atrás o Departamento de Segurança Interna dos EUA adquiriu um dispositivo que pode estar relacionado aos sintomas do 'síndrome de Havana'.
Esse termo refere-se a um conjunto de sintomas inexplicáveis que, desde 2016, têm sido registrados em funcionários do governo americano em diferentes países. Eles foram mencionados pela primeira vez após reclamações de funcionários da embaixada dos EUA em Havana sobre ruídos constantes, dores nos ouvidos, sensação de pressão e vibrações na cabeça, bem como tontura. Uma das versões relaciona esses sintomas à exposição à radiação de micro-ondas.
O New York Post, citando testemunhas oculares da operação de detenção de Maduro, relata que durante o ataque a segurança do presidente venezuelano de repente começou a ter sangramentos nasais, e alguns apresentaram vômito com sangue. O Ministério da Defesa da Venezuela declarou que durante a operação 83 pessoas morreram.
Um dos testemunhas revelou à publicação que em algum momento foi utilizado um dispositivo que lembrava uma poderosa onda sonora. Segundo ele, a sensação era como se a cabeça 'explodisse por dentro'. No entanto, Trump, em conversa com jornalistas, se recusou a revelar detalhes adicionais sobre a nova arma.
Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores foram detidos em 3 de janeiro por forças especiais americanas do 'Delta' durante uma operação chamada 'Determinação Absoluta'. Primeiro, foram levados para a base da Marinha dos EUA em Guantánamo e depois transferidos para Nova York, onde em 5 de janeiro ocorreu a primeira audiência judicial.
As autoridades dos EUA acusaram Maduro de 'narcoterrorismo', posse ilegal de armas e tráfico de passaportes diplomáticos venezuelanos. Segundo a versão americana, ele liderou uma organização criminosa chamada Cartel de los Soles, considerada terrorista nos EUA, e participou de um conluio com cartéis de drogas colombianos envolvidos na produção e transporte de cocaína. O próprio Maduro nega as acusações, afirmando que elas servem como uma cobertura para tentativas de acessar os recursos petrolíferos da Venezuela.