16 de janeiro de 2026 na região de Sverdlovsk, as forças de segurança apreenderam mais de 10 000 unidades de equipamento de mineração. Formalmente — por 'conexão ilegal à rede elétrica'. Na prática, no entanto, os mineradores que trabalhavam legalmente, pagavam pela eletricidade e até estavam registrados no registro estatal poderiam ser afetados.

A história gerou repercussão. A redação do BeInCrypto reuniu em uma única análise os pontos de vista de ambos os lados: reguladores e a comunidade cripto.

A posição das forças de segurança

Em 16 de janeiro de 2026, no canal do Telegram de Irina Volk, porta-voz oficial do Ministério do Interior da Rússia, apareceu uma mensagem sobre a interrupção das atividades de um grupo organizado na região de Sverdlovsk.

De acordo com o Ministério do Interior, nas cidades de Nizhny Tagil e Kushva, o equipamento para mineração de criptomoedas foi conectado às redes elétricas de forma irregular. Os danos à empresa de energia foram estimados em mais de 16 milhões de rublos.

Durante as operações, as forças de segurança descobriram mais de 10 000 unidades de equipamentos de mineração, prenderam três supostos organizadores e abriram processos criminais com base na parte 2 do artigo 165 do Código Penal da Federação Russa. Os envolvidos foram colocados sob prisão domiciliar.

A versão dos eventos pelos participantes da comunidade cripto

De acordo com informações de canais do Telegram especializados, a situação era diferente. Contêineres com equipamentos ASIC estavam localizados em uma área industrial. O hotel de mineração pagava pela eletricidade a tarifas de mercado e estava registrado como OMI — organizador da infraestrutura de mineração.

O problema, segundo eles, não surgiu por causa da mineração, mas devido a um conflito entre a administração da empresa de rede regional e a empresa que recebia a eletricidade. Após isso, uma verificação chegou ao local junto com as forças de segurança. O equipamento foi encontrado e apreendido 'até esclarecimento', ignorando o status legal do local.

Não apenas os organizadores foram afetados, mas também os clientes que apenas colocaram seu equipamento em um hotel de mineração oficial. Mesmo que a apreensão seja formalmente temporária, na prática, recuperar o equipamento é um processo longo e doloroso, sem garantias.

A situação foi rapidamente comentada por Sergey Mendeleev — um participante ativo da comunidade cripto, empresário e autor do canal do Telegram 'Mendeleevshchina!'. Ele acredita que o registro e o status 'branco' não oferecem proteção. Na realidade, são exatamente os mineradores legais, segundo suas observações, que acabam sendo os mais prejudicados.

Não é o primeiro caso

A história dos mineradores não é nova. Dois anos atrás, uma série de posts no Pikabu se espalhou pela rede de um trader p2p que decidiu pagar impostos sobre criptomoedas 'de acordo com a lei'. Após várias bloqueios de contas sob a Lei 115-FZ, lhe disseram claramente: se você quer que te deixem em paz, se legalize.

Ele reuniu todas as operações, apresentou a declaração 3-NDFL, passou pela verificação e pagou o imposto. O resultado — mais um bloqueio de conta. Depois, ele recebeu uma ligação da FNS e foi solicitado a confirmar urgentemente todas as operações de criptomoedas.

Formalmente, ele estava limpo. De fato, estava sob ainda mais pressão do que aqueles que continuaram a trabalhar na zona cinza.

Infelizmente, nas condições de 2026, como acreditam alguns participantes da comunidade cripto, a legalização do trabalho com criptomoedas não garante proteção contra os reguladores. Registros, declarações e status oficiais tendem a torná-lo mais visível. E quando a verificação começa, são exatamente os participantes 'brancos' do mercado que podem ser os primeiros a ficar sem equipamentos, contas e uma vida tranquila.

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